sexta-feira, 27 de abril de 2012

Projeto de Lei nº005/2012

PROJETO DE LEI Nº 005/2012 EM, 26 DE ABRIL DE 2012

Dispõe sobre a criação de Feriado Municipal no dia 19 de março no Povoado Albino zona rural do município de Cerro Corá e da outras providências.

O PREFEITO MUNICIPAL DE CERRO CORÁ – ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE, no uso de suas atribuições legais e constitucionais, e de conformidade com a Lei Orgânica do Município, faz saber que a câmara Municipal aprovou e ele sanciona a seguinte Lei:

Art. 1º Fica criado e constituído pelo executivo municipal, feriado municipal no dia 19 de março no Povoado Albino na zona rural deste município – Cerro Corá RN.Em virtude das comemorações do Padroeiro desta localidade.

Art. 2º Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação.

Art. 3º Revogam-se as disposições em contrário.

Cerro Corá, em 26 de Abril de 2012.

Atenciosamente,

Evilásio Medeiros Bezerra

Vereador Autor

PROJETO DE LEI Nº 004/2012 EM, 09 DE ABRIL DE 2012

DENOMINA DE POSTO DE SAÚDE EZEQUIEL PINHEIRO DA SILVA, O POSTO DE SAÚDE DO SÍTIO MANJERICÃO – ZONA RURAL CERRO CORÁ – RN E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.

O PREFEITO MUNICIPAL DE CERRO CORÁ – ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE, no uso de suas atribuições legais e constitucionais, e de conformidade com a Lei Orgânica do Município, faz saber que a câmara Municipal aprovou e ele sanciona a seguinte Lei:

Art. 1º Fica denominado de POSTO DE SAÚDE EZEQUIEL PINHEIRO DA SILVA, o posto de saúde da Comunidade de Manjericão na zona rural deste município – Cerro Corá RN.

Art. 2º Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação.

Art. 3º Revogam-se as disposições em contrário.

Cerro Corá, em 09 de Abril de 2012.

Atenciosamente,

Evilásio Medeiros Bezerra

Vereador Autor

Biografia de Ezequiel Pinheiro da Silva

Ezequiel Pinheiro da Silva, nascido aos 10 de abril de 1923, no município de Cerro Corá/RN era Filho do Senhor João Vicente Silva e Dona Francisca Maria da Conceição . Casou-se com Dona Rosita Rosa da Silva no ano de 1950, na igreja de Nossa Senhora Santana em Santana do Matos, como fruto deste matrimônio o casal gerou 14 filhos.

Homem de garra, trabalhador e honesto, o Sr. Ezequiel, quando solteiro , além de agricultor era marchante; saia para fazer suas vendas em comunidades vizinhas, carregando sua bagagem em animais, e foi nestas vendas que conheceu sua esposa, Dona Rosita quando foi participar da tradicional missa de São José, no Povoado São José da Passagem, então oficializou o namoro e logo se casaram.

Ele mesmo construiu sua casa próxima à residência dos pais no Sítio Manjericão, onde criou seus filhos e os educou. Sua vida sempre foi de muita luta após casado continuava suas vendas, cuidava da roça, ao corte da carnaúba onde saia da Comunidade Manjericão até Residência com as cargas nos animais onde aguardava o transporte vindo de Natal para levar até Açu para um grande fazendeiro que comprava e a tornava em cera. Naquela época a carnaúba era igual à scheelita, rendia muito dinheiro. E foi com este trabalho que ele conseguiu manter as despesas da família, pagar aos trabalhadores e fazer umas economias para comprar as terras de quatro dos seus irmãos que decidiram ir embora. Com a queda das vendas da carnaúba, dedicou-se a vida de pedreiro; era reconhecido por grandes proprietários e fazendeiros de Natal que tinha terras no sertão; passou a viver viajando construindo casas na capital do estado, por lá passava até mais de mês, mas ao retornar, pagava aos trabalhadores, corrigia toda a propriedade, deixava as compras e voltava para o trabalho nas construções.

Com o passar dos anos resolveu dedica-se mais à família, mas as pessoas que ele trabalhava não queria que ele deixasse e ai passou a administrar uma fazenda perto de seu sítio, com o passar dos tempos um dos seus filhos assumiu o lugar dele e o mesmo se voltou inteiramente para sua propriedade, onde já havia construído barragem, açude, área para o pastoreio do gado e também construiu uma casa na cidade para que seus filhos e filhas pudessem estudar.

Sempre ajudou aos vizinhos, o sonho dele era ver a comunidade crescer e tornar lá um povoado, pois gostava de estar no meio de muita gente, queria que os filhos todos casassem e morassem perto dele, como era o sonho de todo sertanejo. E assim ajudou aos filhos mais velhos construírem suas casas, foi daí que ele teve a ideia de doar parte de suas terras para construção da Escola Municipal Santo Antônio, para que pudesse oferecer escola às crianças da comunidade; ele sempre dizia que só quem sabia ler era que ia pra frente.

E na década de 80 doou as terras para a construção do Posto de Saúde Manjericão, porque era difícil transporte para a cidade e muitas vezes o povo daquela comunidade não tinha dinheiro pra se locomover até o hospital. Seu Ezequiel, como era conhecido, era muito alegre e gostava de festas, onde havia casamento ou outras comemorações ele era convidado a tomar conta dos salões, por ser uma pessoa respeitada na comunidade. Ele promovia as novenas do padroeiro São João Batista em sua residência e era leiloeiro nas festividades, inclusive na cidade nos dias das grandes festas do padroeiro.

Seu Ezequiel dedicou-se exclusivamente ao trabalho e à família. Quando foi acometido de um problema cardíaco, foi obrigado a vir morar na cidade para que tivesse mais acesso a um tratamento. Nessa época, seus filhos já eram todos criados, as mulheres todas se dedicaram aos estudos e ao trabalho. Mas dos homes só o mais novo consegui conclui o ensino médio. “Ezequiel faleceu em 24 de outubro de 1992, muito novo, com apenas 69 e nove anos de idade, no hospital de Currais Novos onde era acompanhado por doutor Marcos Antônio.” Relata sua esposa, Dona Rosita que ainda hoje vive na casa da cidade que seu esposo construíra.

Seu Ezequiel sempre foi homem digno, honesto, batalhador, amigo educador; honrou com seus negócios até os últimos dias de sua vida, como sempre me falou um dos mais tradicionais comerciantes desta cidade, seu João Bezerra Galvão; ele sempre foi contra as injustiças sociais, descriminação com o povo menos favorecido.

Certamente, Ezequiel Pinheiro continua presente na vida de seus descendentes, orientando de onde ele está, juntamente com meus irmãos que também já partiram, ele continua eternamente vivo em meio aos seus, pois apenas mudou-se para junto de quem lhe deu a oportunidade de plantar sua semente neste mundo e deixar o ensinamento para seus filhos, netos e bisnetos de continuar semeando neste município a semente da dignidade e do trabalho.

Maria da Glória da Silva Canário (sua 11ª filha)

12 de abril de 2012

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